Público e Privado: a saída da Transformação.

Qual o conceito de Universidade? Podemos admitir que uma Universidade Brasileira feche os seus patrimônios culturais e se negue a multiplicar o conhecimento num país tão carente de mão de obra qualificada e que está nesse momento verificando a possibilidade de melhorar as normas de contratação de estrangeiros para trazer de outros países profissionais para suprir áreas de carência nas empresas nacionais?

Consultando de forma rápida o Google encontramos o conceito de Universidade: “uma instituição pluridisciplinar de formação dos quadros de profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber humano.Uma universidade provê educação tanto terciária (graduação) quanto quaternária (pós-graduação). Segundo Mazzari Júnior “as universidades gozam de autonomia para executar suas finalidades, em estrita observância ao texto constitucional, porém este direito não proibe o Estado de verificar o uso desta prerrogativa nas atividades que lhes são próprias”. Tememos que algumas Universidades Públicas não Implodam, com relação aos conhecimentos adquiridos de forma que a sociedade foi e será a grande financiadora deste conhecimento e só ela deverá ser a grande beneficiaria.

Hoje, estamos assumindo a Direção de uma instituição e ensino superior de Direito privado, sem fins lucrativos, que tem o grande proposito de transmitir o conhecimento e faciltar o ingresso, especialmente, dos alagoanos no mundo do trabalho. E com as exigências do processo e regulação do Ministerio de Educação temos que profissionalizar e, principalnmente, titular os nossos professores e as pessoas que estão no mercado de trabalho da educação superior em Alagoas, dando condições para que façam Mestrado ou Doutorado. Tomamos a inicitiva de procurar Universidades Federais, onde se encontra o maior número de pós-graduações Strictu Sensu, para poder trazer para os nossos professores e colegas a possibilidade de titulação.

Nessa peregrinação para possibilitar o aumento do conhecimento a Jovens profissionais que estão ingressando no mercado de trabalho da docência no ensino superior, nos deparamos com um email de um Reitor, com o seguinte conteúdo: “Prezada Fulana, Esse convênio é impossível, é ilegal. Uma Autarquia Pública Federal não faz convênio com uma Instituição de Ensino Particular para ceder seus quadros, via de regra em regime de trabalho de dedicação exclusiva, considerando que esses estão impedidos por lei.

Atenciosamente, Reitor”.

Não podemos falar em cessão dos quadros e, sim, de um curso de pós–graduação pelo qual a instituição estaria prestando um serviço de elevação do conhecimento para a sociedade. Precisamos mudar essa forma ultrapassada de entender o envolvimento de uma instituição pública com uma privada. Ambas a sociedade paga para a prestação do serviço, a diferença é no que diz respeito às formas, que são direta e indireta.

Historicamente, as parcerias público e privado já existem há muito tempo, mas chegam agora ao Brasil para tentar transformar e modernizar toda a máquina industrial e de serviço, tornando ágil o desenvolvimento do pais de forma clara e social.

O conceito de Público e Privado assume hoje forma nova,um importante ponto no nível dos debates sociais, políticos e epistemológicos, nascendo no seio da sociedade diferentes contribuições para que possamos diminuir o “ranço” existente entre o que é público e o que é privado, principalmente quando estamos trabalhando com Educação e conhecimento numa tentativa de melhor forma para aumentar a capacidade e preparação da sociedade segundo uma perspectiva que, prioritariamente, se focaliza na realidade contemporânea, mostrando e aprimorando o horizonte e a especialização da comunidade.

Será que podemos aceitar, vindo da Academia, observações deste tipo? E a sociedade ficar a margem de uma capacitação em função de uma mente que recebeu o conhecimento e não soube transformá-lo, para quem “arcou” com ele?

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