A Importância da avaliação para o exercício da profissão

Com a publicação da Portaria interministerial de 18 de março de 2011, ficou instituído o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida). A responsabilidade da aplicação e organização do Exame é do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), com a participação da subcomissão de revalidação de diplomas médicos, composta de representantes dos ministérios da Saúde, Educação e Relações Exteriores e da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes), além do INEP.

O Exame que recebeu o nome de “Revalida,” é realizado em duas etapas, sendo a primeira por meio de prova teórica e a segunda de prova prática de habilidades clínicas. Com a elaboração de uma matriz de correspondência curricular elaborada pela subcomissão de revalidação, tendo como referência as diretrizes curriculares nacionais do curso de medicina no Brasil, realizando, desta forma, o processo de avaliação do profissional formado por instituições internacionais.

 

Sabemos da precariedade da saúde pública no nosso país, em especial, em Alagoas, onde temos acompanhado de perto o enfrentamento de problemas sérios de gestão e, principalmente, de profissionais incapacitados. Tais problemas poderiam ser amenizados com a implantação de um modelo do nível do apresentado para revalidação, que regulamenta o exercício da medicina no país de profissionais graduados no exterior.

 

Todos nós sabemos a situação de atendimento e condições inadequadas no serviço médico-hospitalar que ocorre no Brasil. Por outro lado, sabemos da necessidade de avaliação dos profissionais da saúde, com o alerta da situação da revalidação dos diplomas obtidos fora do país, como ficam os que estão sendo diplomados no País? Pois a sociedade precisa de profissionais qualificados para exercício da profissão médica.

Para que possamos refletir foi publicado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) o resultado do exame “Revalida” de 2012, no qual participaram 884 (oitocentos e oitenta e quatro) candidatos e foram classificados 77 (setenta e sete) que poderão desenvolver o exercício da profissão no Brasil. Podemos observar que o percentual tem diminuído: no exame de 2011 tivemos uma aprovação, segundo dados do INEP, de um percentual de aprovação 9,60% superior aos 8,71% de 2012

Conforme publicação da Da redação – Terra Educação – 31/01/2013 – São Paulo, SP – representante do Conselho Federal de Medicina (CFM), classificou os resultados como “desastrosos” e mostra a necessidade de fiscalizar com rigor o ingresso de médicos que fazem a graduação fora do País. Porém se faz necessário que seja expandido o sistema de avaliação para que os médicos formados no nosso país passem por uma avaliação para o exercício da profissão, e que, desta forma, possamos ter profissionais com mais qualidade. Precisamos centrar no aprimoramento do profissional que trabalha diretamente com a com vida humana.

Com o número elevado de instituições de ensino superior que oferecem o curso de Direito, sabemos que grande parte dos recém-formados não passou por prática jurídica satisfatória durante o curso de graduação em Direito para atender de forma adequada sua clientela. Vale a pena perguntar: você seria capaz de fazer uma cirurgia em um hospital no qual o médico que vai lhe operar nunca participou de uma cirurgia? O advogado sem prática jurídica é como um médico que nunca participou de uma cirurgia. A diferença é que no caso do profissional do Direito o que está em jogo é o seu DIREITO. E quando falamos do direito, estamos falando no seu patrimônio, sua liberdade, indenização e outros direitos do cidadão, enfim, vários setores da sua vida, e o profissional Médico está envolvido diretamente com a sua vida, ou seja, a sua saúde.Por que prova da OAB e não do CFM?

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